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#3032774

A ocupação do território maranhense esteve atrelada à exploração econômica referente à produção de cana-de-açúcar, do algodão e do babaçu, desde o período colonial até os primeiros anos da República. Essa, contudo, sofreu várias transformações derivadas das necessidades da França (fundou a capital), de Portugal (retomou dos invasores duas vezes e efetivou estratégias de ocupação), Holanda (invadiu e dominou uma vez por vinte e sete meses) e Inglaterra (interferiu em acordos econômicos), que viabilizaram o domínio e posse (assentamentos, entradas, engenhos), áreas de produção, escravização indígena e negra africana, exploração de recursos e ações de políticas territoriais (fortes, missões, vias de acesso), culminando na ampliação do povoamento.

(FERREIRA, 2008.)


A influência holandesa nas transformações a que se refere o excerto em relação ao Maranhão está ligada especificamente:

  • Ao avanço territorial holandês, que, ao substituir toda a empresa colonizadora portuguesa na região Nordeste, provocou um desgaste político e econômico sem precedentes no Brasil.
  • Ao caso do açúcar que enfrentou a concorrência das Antilhas, já que com a expulsão dos flamengos, eles foram para lá e montaram uma estrutura produtiva muito mais moderna e eficiente.
  • À implantação nas terras pernambucanas de posse dos holandeses, de uma grandiosa rede de tráfico das drogas do sertão, inclusive o babaçu, antes comercializado apenas pelos maranhenses.
  • À ruptura definitiva, por parte não só da Holanda, mas também dos países Ibéricos, dos acordos de “Aliança e amizade, comércio e navegação”, fundamentais para o trânsito de mercadorias do Maranhão.
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