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#3544530

Com quase cinco séculos de passado colonial, inclusive com trabalho escravo, o Brasil teve uma modernidade “tardia”, ligada à industrialização nascente após a proclamação da república, em meados do século XX. Com períodos de governos eleitos pelo voto e outros de ditadura, a escolarização pública avançou aos poucos junto com as atividades industriais e com a urbanização da sociedade, mas carregando o peso do fracasso escolar das camadas populares e das consequências dele. Na passagem para o século XXI, a globalização da economia e a revolução nos meios de comunicação trouxeram “novos desafios” à escola, a qual, de acordo com Libâneo (2018),

  • “continua sendo boa, como está, para quem sempre foi: os educandos oriundos de famílias das classes média e alta”; para “as camadas populares, deve desmembrar-se em uma outra, adaptada a suas necessidades futuras”.
  • já não tem “o significado e a importância que tinha até o início do século XXI”, porque “os professores brasileiros, mal formados e mal remunerados, ‘perderam o ‘bonde da história’, e, a escola exige preparo tecnológico avançado”.
  • pode ser “substituída por experiências de convívio social e familiar, associadas à utilização de equipamentos tecnológicos digitais”, elementos, estes sim, indispensáveis à inserção exitosa no universo sociocultural desse novo século”.
  • “cumpre funções que não são providas por nenhuma outra instância: formação geral básica” e “formação ética”, preparando para “uma sociedade técnica/ científica/informacional” e “para a cidadania crítica­participativa”.
  • é a “base da sociedade tecnológica”, devendo, os governos, assim “considerá-la e provê-la de todos os recursos necessários para o progresso econômico do país”, deixando “a formação ética e a política para outras instituições”.
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