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#1584066
Texto da Questão:

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A hora do empurrão

        Quem escreve tem sua lista de temores associados à atividade. A ideia que teima em escapar, a frustrante busca pela palavra exata, a incerteza sobre a adequação do tom, a tela vazia, onde um cursor piscando lembra que a passagem do tempo é insensível a prazos editoriais. Mas o maior medo é não ser lido ou, pior, ser lido com indiferença.

        Elogios não são apenas uma questão de gentileza. Eles podem fazer a diferença entre o êxito e o fracasso de um aspirante a profissional. Não falo daquelas palavras protocolares, mas da expressão de uma avaliação genuína, que procura no detalhe o motivo para reconhecer o engenho e a arte de quem escreveu. Menciono escrita por ser algo com que, até por conta desta coluna, já estou hoje mais acostumada. Mas o estímulo é algo decisivo para pretendentes a qualquer atividade, sobretudo os jovens, muitos deles talentosos e inseguros.

        Às vezes subestimamos o poder do estímulo. Costumamos refletir sobre o que fazer para mudar nossa vida, mas esquecemos de estimular quem está ao nosso redor. Uma ajuda concreta ou uma palavra certeira têm o poder de renovar energias, encorajar, dar a confiança necessária para que um amigo, um colega, um parente, persista em seu objetivo.

        Encorajar é também fazer alguém encarar suas dificuldades. Uma vez superado o obstáculo, não há limites para o crescimento pessoal. Apoiar alguém é uma forma de cultivar talentos, não de criá-los. Quando estendemos a mão não plantamos a semente da motivação, mas premiamos a força de vontade que há no outro. É uma via de mão dupla. Afinal, ao estimular alguém, construímos nosso próprio legado.
(Lucila Diniz. Veja, 03.02.2022. Adaptado) 

Assinale a alternativa que interpreta adequadamente e com coerência o sentido da passagem a seguir.
Não falo daquelas palavras protocolares, mas da expressão de uma avaliação genuína, que procura no detalhe o motivo para reconhecer o engenho e arte de quem escreveu. 

  • Mesmo não se expressando educadamente, a autora nos assevera da verdade, que se encontra nas menores coisas e consequentemente traz em si o mérito do escritor.
  • A autora não se refere a termos formais e sim à manifestação de uma apreciação autêntica, que busca no pormenor a causa para identificar o talento e o dom do autor.
  • A autora não faz menção a expressões legais, porém identifica um juízo espontâneo, que pesquisa na minúcia o que propicia o reconhecimento do autor habilidoso.
  • Recusando-se a empregar termos jurídicos, a autora prefere o uso de palavras autênticas, que permitam achar a razão da aclamação do artista talentoso.
  • Ao não se expressar por palavras cerimoniosas, a autora afirma a manifestação original, que investiga na circunstância o que leva a engendrar a intelectualidade do autor.
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