Christophe Dejours, ao analisar a segurança no trabalho na
construção civil, aponta que os trabalhadores elaboram “saberes
de prudência” que funcionam como formas de resistência às
normas de prevenção prescritas externamente. Enquanto
engenheiros definem regras de segurança idealizadas, os
operários constroem, na prática cotidiana, modos próprios de se
proteger, frequentemente recorrendo à improvisação. Assim,
configura-se um confronto entre duas formas de conceber a
segurança: uma prescrita, externa e normativa, e outra vivida,
construída na experiência real de trabalho. Nesse contexto, o conflito fundamental descrito por Dejours
ocorre entre
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