Era suave o semblante da jovem Isoldaxina. Exceto quando tinha de pronunciar seu nome. Morria de
vergonha toda vez que precisava preencher algum cadastro na cidade. Para ela, Isoldaxina faria muito mais
sentido se estivesse escrito em uma caixa de remédios.
O sobrenome também não ajudava: Misântera. E quanto aos apelidos… melhor nem comentar.
Certo dia, conheceu um homem gentil, de olhar cândido e palavras tênues. Ele lhe ofereceu uma
bebida e perguntou o nome dela. Isoldaxina ruborizou. E agora? Será que ele faria uma cara de estranheza?
Tentaria segurar o riso?
Quando ela criou coragem e disse “Isoldaxina”, ele sorriu. Um sorriso gentil e amável. Em seguida,
apresentou-se: Rufólgeno Duarte.
Foram felizes para sempre!
(MARTINZ, J. Disponível em: www.corrosiva.com.br. Acesso em: 20/08/23.)
Sobre o texto, analise as afirmativas.
I. Os personagens, tanto a moça quanto o rapaz, se envergonhavam profundamente dos nomes que tinham.
II. Os personagens Isoldaxina e Rufólgeno foram descritos como pessoas que se comportam de maneira
educada, amável.
III. O texto, escrito na terceira pessoa, aborda a existência de nomes próprios esdrúxulos, que causam riso
ou espanto.
Estão corretas as afirmativas
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