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#2280028

As propostas curriculares de História elaboradas nos últimos anos estão relacionadas aos debates e confrontos surgidos no final do período da ditadura militar quando se impôs Estudos Sociais em substituição à História e Geografia para as oito séries iniciais da escolarização, mantendo-se precariamente as duas disciplinas no 2o grau, para atender, na prática, aos exames vestibulares e não como proposta de formação geral necessária para um ensino terminal profissionalizante ou técnico, conforme estava prescrito no texto oficial do currículo para esse nível de escolarização. (Circe Bittencourt. “Capitalismo e cidadania nas atuais propostas curriculares de História”. Em Circe Bittencourt (org.). O saber histórico na sala de aula.)

Também na ditadura militar, segundo Circe Bittencourt,

  • as universidades públicas e privadas, assim como os institutos isolados, deixaram de oferecer os cursos de graduação em História e Geografia.
  • o Ministério da Educação e Cultura (MEC) criou mecanismos que permitiram a forte aproximação entre o saber acadêmico e o saber escolar.
  • houve a aprovação de leis que valorizavam a carreira do magistério, principalmente a dos trabalhadores da escola pública básica.
  • tornou-se obrigatória a formação de professores de História apenas por meio de licenciaturas plenas, com um mínimo de 4 anos de curso.
  • ocorreu uma forte separação entre as pesquisas historiográficas acadêmicas, nacionais e estrangeiras, e a produção escolar.
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