Tomando a herança cultural deixada pela
antiguidade como a fonte principal sobre a qual a
civilização ocidental se ergueu, o legado deixado
pelas principais cidades estados da Grécia Antiga –
Esparta e Atenas – constitui-se como princípio de
organização social e educativa que serviu de
modelo para diversas sociedades no decorrer dos
séculos. Reconhecida por seu poder militar e caráter
guerreiro, o modelo de educação espartano baseava-se na disciplina rígida, no autoritarismo, no ensino
de artes militares e códigos de conduta, no estímulo
da competitividade entre os alunos e nas exigências
extremas de desempenho. Por outro lado, Atenas
tinha no logos (conhecimento) seu ideal educativo
mais importante. O exercício da palavra, assim
como a retórica e a polêmica, era valorizado em
função da prática da democracia entre iguais. Como
herança da educação ateniense surgiram os sofistas,
considerados mestres da retórica e da oratória, eles ensinavam a arte das palavras para que seus alunos
fossem capazes de construir argumentos vitoriosos
na arena política. Fruto da mesma matriz
intelectual, porém em oposição ao pensamento
sofista, o filósofo Sócrates propunha ensinar a
pensar – mais do que ensinar a falar - através de
perguntas cujas respostas dependiam de uma
análise lógica e não simplesmente da mera retórica.
(...) (Adaptado)
Ainda que existam concepções opostas, tanto o
pensamento sofista quanto o socrático contribuíram
para a educação contemporânea por meio da
(s)/do(s)
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