A hipoglicemia é caracterizada pela redução das concentrações de glicose no sangue para valores inferiores a 60–70
mg/dL, podendo manifestar-se com ou sem sinais clínicos. A diminuição da glicemia pode desencadear sintomas
neuroglicopênicos, simultaneamente, podem ocorrer sinais decorrentes da ativação do sistema nervoso autônomo
simpático. Essa condição é frequentemente observada em pacientes sob tratamento com antidiabéticos orais, como
sulfonilureias, repaglinida e nateglinida, ou em insulinoterapia. A intensificação do controle glicêmico tem contribuído para
o aumento da incidência de episódios hipoglicêmicos. Estão mais vulneráveis os indivíduos com padrões alimentares e de
atividade física irregulares, com histórico prolongado de diabetes mellitus, neuropatia autonômica avançada, ou aqueles
que apresentaram episódios prévios de hipoglicemia grave. Entre os principais fatores precipitantes estão: jejum
prolongado, omissão de refeições, atividade física intensa, ingestão alcoólica em excesso e erros na dosagem de insulina
ou de agentes hipoglicemiantes orais.
Na maioria dos casos, a hipoglicemia pode ser controlada da seguinte maneira:
I- A educação do paciente sobre como balancear dieta, exercício e agente hipoglicemiante oral ou insulina.
II- O não consumo de álcool em doses maiores do que o permitido na dieta (> 2 doses de álcool/dia).
III- A orientação especial a pacientes que não enxergam bem, para evitar erros de dose de insulina.
IV- A revisão das metas de controle dos pacientes que não reconhecem os sintomas.
V- A prescrição, à noite, antes de dormir, de lanche que contém carboidratos, proteínas e gorduras.
Estão CORRETAS as afirmativas
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