Em 2022, a Pinacoteca de São Paulo organizou a exposição
“Adriana Varejão: suturas, fissuras, ruínas”, oferecendo uma
panorâmica da trajetória da artista, com 60 obras produzidas
entre 1985 e 2022.
Língua com padrão sinuoso (1998), óleo sobre tela e alumínio.
Brasilis Ruina e Ruina de carne (2021), óleo sobre tela e
poliuretano, com suporte de alumínio.
Com base nas imagens e em seus conhecimentos, analise as
afirmativas a seguir a respeito da criação artística de Adriana
Varejão.
I. O barroco é assumido como estratégia de contraposição entre
o azulejo - que remete à racionalidade simétrica, à assepsia e
à ordem - e a carne, associada à visceralidade, à vitalidade
pulsante e à voluptuosidade.
II. Os domínios da pintura e da arquitetura estão relacionados na
materialização de colunas, assumidas como metáforas da
estabilidade e da permanência, ao mostrar como as formas
sobrevivem às catástrofes do tempo.
III. O uso das estruturas e superfícies é parte integrante das
obras, o que permite à artista dissecar construções e ideais
associadas ao imaginário da história brasileira, suscitando
uma reflexão sobre o que é considerado “verdade” ou
“tradição”.
Está correto o que se afirma em: