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#3704665

Uma criança de 4 anos, previamente diagnosticada com asma, foi levada a um serviço de emergência apresentando dispneia progressiva, tosse persistente e sibilos difusos há 24 horas. Ao exame físico, a criança encontrava-se prostrada, com dificuldade para falar frases completas, tiragens subcostais e intercostais acentuadas, gemência, batimento das asas nasais, cianose perioral, saturação de O₂ de 88% em ar ambiente, frequência cardíaca de 190 bpm, frequência respiratória de 58 irpm e tempo expiratório prolongado com murmúrio vesicular globalmente diminuído, indicando fadiga respiratória iminente.
Foram administradas doses repetidas de salbutamol via espaçador, oxigenoterapia suplementar e prednisolona oral 2 mg/kg, mas a criança permaneceu hipoxêmica, com taquipneia importante e sinais de exaustão muscular respiratória.

Segundo as diretrizes GINA 2025, a conduta mais apropriada nesse momento é 

  • manter oxigenoterapia e repetir salbutamol empuffcom espaçador por mais 3 ciclos, antes de considerar internação em uti pediátrica.
  • encaminhar para internação em enfermaria e iniciar brometo de ipratrópio por via oral e corticosteroide inalatório em altas doses.
  • solicitar exames de imagem e gasometria arterial, postergando outras intervenções até a confirmação de hipóxia grave.
  • iniciar ventilação não invasiva (cpap) com FiO₂ a 100% em pronto-socorro para tentar evitar internação, mantendo salbutamol por espaçador.
  • internar em unidade de terapia intensiva pediátrica, administrar sulfato de magnésio intravenoso (máx. 2 g) e considerar início de infusão contínua de beta-2 agonista intravenoso, com monitorização intensiva.
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