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#3696265

Um homem de 45 anos, diagnosticado com esquizofrenia paranoide há duas décadas, com histórico de múltiplas internações psiquiátricas e em uso regular de medicação antipsicótica, é acompanhado por um psicólogo em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II). Atualmente, seus sintomas psicóticos produtivos (delírios e alucinações) estão parcialmente estabilizados, porém ele apresenta acentuado embotamento afetivo, avolição e isolamento social, permanecendo a maior parte do tempo em seu quarto e recusando-se a participar das oficinas terapêuticas. A equipe multiprofissional, em reunião, discute a necessidade de uma intervenção que vá além do controle sintomático e medicamentoso, visando à reabilitação psicossocial do usuário. Diante deste cenário complexo, e considerando os princípios da clínica na atenção psicossocial e da clínica ampliada, qual estratégia de intervenção proposta pelo psicólogo se mostra adequada e consistente com o projeto de cuidado em liberdade?

  • Encaminhar o usuário para uma avaliação com a equipe de enfermagem para considerar o aumento da dose do antipsicótico, partindo do pressuposto de que o isolamento social e a avolição são sintomas negativos residuais que respondem primariamente à otimização farmacológica.
  • Propor a elaboração de um laudo psicológico detalhado, com aplicação de testes de personalidade e de funções executivas, para objetivar o seu déficit cognitivo e social e, com isso, justificar a solicitação de sua aposentadoria por invalidez e a manutenção de um cuidado de baixa exigência.
  • Desenvolver um Projeto Terapêutico Singular (PTS) focado na construção de um vínculo de confiança com o usuário, propondo inicialmente atividades externas individualizadas e de curta duração, como uma caminhada no bairro ou um café na padaria, buscando identificar interesses e resgatar gradualmente sua capacidade de circular e habitar os espaços sociais.
  • Insistir na participação do usuário nas oficinas de grupo já existentes no CAPS, explicando que a socialização é obrigatória para o tratamento e que a recusa pode levar à reavaliação de sua permanência no serviço, utilizando a pressão do grupo para vencer sua resistência.
  • Orientar a família a assumir um papel mais diretivo no cotidiano do usuário, estabelecendo uma rotina rígida de atividades domésticas e de lazer que ele deve cumprir, a fim de combater a falta de iniciativa e estruturar seu dia a dia de forma mais produtiva.
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