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#1748221

No volume 1 dos Parâmetros Curriculares Nacionais – Introdução, no item “Orientações Didáticas”, quando se aborda a “diversidade”, alerta-se que as adaptações curriculares, necessárias para atender à diversidade existente no país, “não dão conta da diversidade no plano dos indivíduos em uma sala de aula” e adverte-se que “a escola, ao considerar a diversidade, tem como valor máximo o respeito às diferenças – não o elogio à desigualdade. As diferenças não são obstáculos para o cumprimento da ação educativa; podem e devem ser fator de enriquecimento”. Essa ideia é corroborada por Mantoan (2001), no artigo “Abrindo as escolas às diferenças”, quando, ao analisar o exercício do trabalho coletivo e diversificado em sala de aula, afirma que ele desenvolve

  • sentimentos de inferioridade nos membros do grupo que têm deficiências, porque eles não conseguem contribuir de igual para igual para que o conjunto atinja as metas a que se propôs, inicialmente.
  • a cooperação, o reconhecimento das diferenças e a diversidade dos talentos humanos e a valorização do desempenho de cada pessoa para a consecução de metas comuns de um mesmo grupo.
  • tanto os estudantes normais quanto aqueles que têm deficiências, porque o esforço dos primeiros para ajudar na aprendizagem dos outros acaba por fortalecer as aprendizagens deles.
  • desigualmente, uns e outros, tudo dependendo do tipo de deficiência que a pessoa tenha e do grau de tolerância e generosidade dos membros do grupo que não são deficientes.
  • relações de cooperação, importantes para a vida social, mas que não apresenta bons resultados em termos de reais aprendizagens, podendo frustrar o grupo por não atingir metas cognitivas.
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