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#3208485

A incidência da disfagia na população pediátrica tem aumentado possivelmente como resultado da melhora nas taxas de sobrevivência de crianças com histórico de prematuridade, baixo peso ao nascer e com condições médicas complexas. Considerando a intervenção fonoaudiológica nas disfagias infantis, assinale a afirmativa correta. 

  • O processo de avaliação e intervenção fonoaudiológica deve sempre respeitar o quadro clínico do paciente. A variação de idade pouco influencia na definição de estratégias e seleção de recursos, pois há pouco impacto no desempenho funcional do indivíduo.
  • Quando a alimentação por via oral não é mais segura e possível, o fonoaudiólogo tem a função de definir e orientar medidas de conforto, tão importantes nessa população, além de discutir com a equipe assistencial possíveis vias alternativas de alimentação, respeitando as especificidades de cada caso.
  • Quando se trata de uma criança hospitalizada, a segurança alimentar é a variável mais importante no processo de intervenção fonoaudiológica, sendo desconsiderado o quanto a alimentação deve ser atrativa e prazerosa, pois o local e a condição clínica do paciente pouco influenciam nos resultados esperados.
  • Os sinais e sintomas clínicos dos distúrbios de alimentação e de deglutição na pediatria variam conforme a idade da criança, tais como tosse, engasgo, alterações do padrão respiratório, pneumonias ou infecções respiratórias recorrentes, queda dos níveis de saturação de oxigênio, ruído respiratório, mudanças da qualidade vocal, perda de peso ou dificuldade de ganho ponderal, desidratação, desnutrição e tempo de alimentação prolongado. A recusa alimentar não é considerada como sinal e sintoma de disfagia, mas sim de dificuldade alimentar, situação que possui diretrizes de avaliação e intervenção próprias.
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