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#3683023

Em um programa integrado de conservação de um carnívoro silvestre ameaçado na Mata Atlântica, o médico-veterinário participa do comitê técnico que coordena ações in situ (unidades de conservação e propriedades privadas) e ex situ (centros de reprodução e zoológicos). O grupo discute como alinhar manejo sanitário, genético e comportamental entre os dois componentes do programa.


Nessa situação, qual estratégia está tecnicamente adequada à lógica complementar entre conservação in situ e ex situ

  • Manter o plantelex situcomo população reprodutiva isolada do ambiente natural, evitando qualquer reintrodução ou translocação, de modo a reduzir riscos sanitários e assegurar completa independência em relação às populações de vida livre.
  • Utilizar rotineiramente indivíduos de vida livre como “doadores” para reforço genético dos plantéisex situ, priorizando a captura de fêmeas jovens, mesmo em fragmentos que ainda mantêm dinâmica reprodutiva estável.
  • Planejar o plantelex situcomo população de seguro, com manejo genético estruturado e protocolos rigorosos de saúde e comportamento, visando gerar indivíduos aptos a reforços populacionais e reintroduções coordenadas com ações de proteção de habitat, conectividade e mitigação de ameaças nas áreas in situ.
  • Concentrar investimentos quase exclusivamente em infraestruturasex situaltamente tecnificadas, utilizando as áreas protegidas apenas como locais de soltura pontual, sem necessidade de monitoramento pós-libertação, desde que os animais apresentem exames clínicos iniciais normais.
  • Adotar o princípio de que a conservação in situ é suficiente para a espécie, sempre que existir ao menos uma unidade de conservação com registro recente do táxon, reservando a conservaçãoex situapenas para espécies já extintas na natureza.
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