Por ser tema de legítimo interesse internacional, a proteção dos
direitos humanos não é reduzida ao domínio reservado do
Estado, ou seja, não se restringe à competência nacional
exclusiva ou à jurisdição doméstica exclusiva. Contudo, há
especificidades no tratamento dos tratados internacionais de
proteção dos direitos humanos no ordenamento jurídico
brasileiro, que ocorrem de acordo com as regras previstas na
Constituição Federal de 1988.
Sobre o tema, analise as afirmativas a seguir, à luz da
Constituição Federal e da doutrina majoritária.
I. Compete privativamente ao presidente da República
promulgar um ato internacional, depois de devidamente
ratificado, para que este seja incorporado à legislação
interna.
II. No Direito brasileiro vigora um sistema misto, pois, a partir da
Emenda Constitucional nº 45/2004, a Constituição Federal
passou a contar com um rito especial para aprovação dos
tratados internacionais que versam sobre direitos humanos.
III. Os tratados internacionais sobre direitos humanos que forem
aprovados por dois quintos dos votos dos membros de cada
Casa do Congresso Nacional, em dois turnos de votação,
serão equivalentes às emendas constitucionais.
IV. Nas hipóteses de grave violação de direitos humanos, o
procurador-geral da República, com a finalidade de assegurar
o cumprimento de obrigações decorrentes de tratados
internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil seja
parte, poderá suscitar, perante o Supremo Tribunal Federal,
em qualquer fase do inquérito ou processo, incidente de
deslocamento de competência para a Justiça Federal.
Está correto o que se afirma em:
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