INSTRUÇÃO: Leia o fragmento de uma crônica para
responder à questão.
Aconteceu na Suécia
O sorriso é, geralmente, muito bem aceito em sociedade.
A menos quando não há razão para estar alegre, e a pessoa
abre um meio sorriso, sardônico, voltairiano. Esse sorriso
da inteligência, marca dos espíritos privilegiados, às vezes
ofende; quase sempre inquieta.
Já o riso é a explosão do sorriso. O sistema nervoso central
se descontrola, e o corpo inteiro se sacode, os pulmões
expelem todo o ar de que dispõem, as lágrimas se aproximam
das pálpebras. Certas situações, ou às vezes uma simples
frase, ou então uma lembrança antiga que aflora de repente
à consciência, são capazes de provocar um riso de tal forma
[...] que sua manifestação é a gargalhada.
Aqui, entramos no terreno da repressão. Não se pode
rir às gargalhadas em todas as ocasiões. Num velório,
por exemplo [...]. Na igreja também é melhor não rir;
idem diante do juiz ou do delegado de polícia; no ônibus,
se você lembra um episódio hilariante de algum filme ou
livro, cuidado com a gargalhada solitária, vão pensar que há
um passageiro lunático.
OLIVEIRA, José Carlos. Disponível em: https://contobrasileiro.com.
br/aconteceu-na-suecia-cronica-de-jose-carlos-oliveira/.
Acesso em: 10 maio 2024. [Fragmento]
Qual é a principal diferença entre “sorriso” e “gargalhada”,
conforme exposto pelo cronista?
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