Aos sete anos, Fabrício foi tido como retardado
e convidado a sair da escola por não conseguir ler e
escrever. Durante os primeiros dez anos, ele se sentia
odiado, era chamado de monstro pelos colegas, sofria
muito todos os dias na escola, mas todo dia voltava para
a escola. Ninguém gostava de sua aparência. Nunca
houve facilidades para Fabrício. Ele teve que achar um
jeito de se achar bonito sem que ninguém o elogiasse.
O esforço e a paciência foram o amor-próprio de
Fabrício quando ele não encontrava o amor das pessoas. Ele tinha sérios problemas para falar, entretanto
ironicamente acabou trabalhando numa rádio. Não era
bonito e, ironicamente, assumiu um programa de televisão. Não sabia escrever e se tornou escritor.
Fabrício conclui que a vida ajuda aquele que se
esforça. Pode demorar até que apareçam os resultados, mas ela ajuda.
(Fabrício Carpinejar. Minha esposa tem a senha do meu celular.
Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2019. Adaptado)
O último parágrafo deixa a mensagem de que
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