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#2269251
Texto da Questão:

Lá vem a “profeitura”


      Por alguma razão, quando meninos falávamos (os da minha rua e cercanias) “profeitura”, em vez de prefeitura. Talvez o equívoco tenha sido motivado pelo medo: temíamos a passagem por nossa pracinha de uma caminhonete oficial do município que volta e meia levava nossa bola embora: era proibido jogar futebol ali. Era quando a gente gritava − “olha a profeitura!” − pra ver se ainda dava tempo de sair correndo e salvar nossa bola.

      Logo aprendemos a palavra certa, mas daí não jogávamos mais bola na pracinha, nem tínhamos mais medo da chegada da “profeitura” − esta certamente ficara escondida no porão de algum castelo de monstros, pronta para fazer cumprir a lei, sair rápido da caminhonete e confiscar a bola de moleques teimosos.

      As palavras não valem sempre pelo que são ou dizem, em seu real significado; valem também pela impressão que causam, e muitas só ganham intensidade na boca dos meninos que não conhecem bem todas elas e por isso inventam as que mais os impressionam.

(Dionísio Alvarenga, inédito) 

Considere as seguintes orações:


I. Os meninos jogavam bola na pracinha.

II. Jogar bola na pracinha era proibido.

III. Os meninos temiam que a bola fosse confiscada.


Numa nova redação, essas orações integram-se com coerência e correção neste período único:

  • Como era proibido jogar bola na pracinha, os meninos temiam que ela fosse confiscada.
  • Os meninos temiam que a bola jogada na pracinha fosse-lhes confiscada por ser proibida.
  • Temendo que lhes fossem confiscada, os meninos ainda assim jogavam bola na pracinha.
  • Ainda que fosse proibido jogar bola na pracinha, os meninos temiam por seu confisco.
  • Mesmo sendo proibido jogar bola na pracinha, os meninos eram temerosos de tal confisco.
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