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#3370251
Texto da Questão:

Leia o texto.

Fragmento de uma crônica de Eça de Queirós.


Há em Portugal quatro partidos: o Partido Histórico, o Regenerador, o Reformista e o Constituinte. Há ainda outros, mas anônimos, conhecidos apenas de algumas famílias. Os quatro partidos oficiais, com jornal e porta para a rua, vivem num perpétuo antagonismo, irreconciliáveis, latindo ardentemente uns contra os outros de dentro de seus artigos de fundo. Tem-se tentado uma pacificação, uma união. Impossível! Eles só possuem de comum a lama do Chiado que todos pisam e a Arcada que a todos cobre. Quais são as irritadas divergências e princípio que os separam?

— Vejamos:

O Partido Regenerador é constitucional, monárquico, intimamente monárquico, e lembra a seus jornais a necessidade da economia.

O Partido Histórico é constitucional, imensamente monárquico e prova irrefutavelmente a urgência da economia.

O Partido Constituinte é constitucional, monárquico e dá subida atenção à economia.

O Partido Reformista é monárquico, é constitucional e doidinho pela economia!

1. Todos os quatro são católicos.

2. Todos os quatro são centralizadores.

3. Todos os quatro têm o mesmo afeto à ordem.

4. Todos os quatro querem o progresso, e citam a Bélgica.

5. Todos os quatro estimam a liberdade.

Quais são então as desinteligências? – Profundas!

Assim, por exemplo, a ideia de liberdade entendem-na de diversos modos.

O Partido Histórico diz gravemente que é necessário respeitar as liberdades públicas. O Partido Regenerador nega, nega numa divergência absoluta, provando com abundância de argumentos que o que se deve respeitar são - as públicas liberdades.

A conflagração é manifesta!

Assinale a alternativa correta.

  • A última oração do texto ratifica o que está dito na terceira frase do texto.
  • O termo “desinteligências”, usado no texto, remete à ideia do pouco entendimento que os partidos têm uns sobre os outros.
  • As palavras sublinhadas no texto reforçam a diferença real entre os partidos.
  • A expressão “com jornal e porta para a rua” indica impopularidade dos partidos que, segundo o autor, são elitizados.
  • A expressão “artigo de fundo” remete à escrita nos jornais dos partidos políticos a uma qualidade ruim.
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