Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte, escrito pelo filósofo francês Voltaire em 1777:
Do justo e do injusto
Quem nos deu o sentimento do justo e do injusto? Foi Deus, que nos deu um cérebro e um coração. Mas em que momento
nossa razão nos ensina que há vício e virtude? Quando nos ensina que dois e dois são quatro. Não há conhecimento inato, pela
mesma razão por que não há árvore que contenha folhas e frutos ao sair da terra. Nada é aquilo que chamam inato, ou seja,
desenvolvido ao nascer; Deus nos faz nascer com órgãos que, crescendo, nos permitem sentir tudo o que nossa espécie deve sentir
para a sua própria conservação.
(Voltaire. O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 1)
Considere as seguintes afirmações:
I. O sentimento do que é vicioso ou virtuoso, segundo Voltaire, aprimora-se com o tempo, à medida que vamos
amadurecendo esses valores, íntimos nossos desde o nascimento.
II. Segundo Voltaire, todos nascemos aparelhados por Deus com dispositivos que nos permitem desenvolver e discernir o
que precisamos conhecer para a conservação da nossa espécie.
III. A imagem da árvore, de que se vale o filósofo Voltaire, ilustra bem o caso das pessoas que nascem já providas do
amadurecimento com o qual distinguem entre o que é justo e o que é injusto.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em
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