Fabrício foi descobrindo que não estava sendo um
bom filho. Até era um bom pai, um bom marido, um bom
amigo, mas filho, não. Deixava os seus pais por último
para telefonar e visitar. Eles podiam esperar. Será?
Muitas pessoas acreditam que os pais são eternos,
que estarão sempre próximos quando os filhos precisarem. Mas os pais adoecem e morrem! Não dá para
evitar isso, não há como parar a idade.
Se é certo que os pais vão adoecer e partir, pensava Fabrício, por que não organizava sua vida para
cuidar deles? Por que não diminuía o ritmo para poder
cuidar dos pais? Filhos caminham com um ano, falam
com até dois anos, mas levam décadas para aprender
a ser generosos com os pais!
(Fabrício Carpinejar. Cuide dos pais antes que seja tarde.
5a
ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 2018. Adaptado)
A última parte do texto afirma que os filhos
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