A historiografia do Império foi durante muito tempo matriz
do estudo das instituições políticas e do discurso fundador da nacionalidade. Dentro dessa característica ideológica, só se podia endossar a consolidação da hegemonia
política das elites que projetaram a nação. Esse projeto
homogeneizante consistia numa missão de controle
social, disciplinador e civilizador das imensas desigualdades sociais herdadas da sociedade escravista.
(Maria Odila Leite da Silva Dias, Sociabilidades sem história:
votantes pobres no Império, 1824-1881.
Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira
em perspectiva, 1998. Adaptado)
Para Dias, essa perspectiva historiográfica gerou
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