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#3513790

Com a preocupação com a finitude dos recursos naturais, e a consolidação da compreensão do papel central dos processos produtivos como fontes de risco para o ambiente e, consequentemente, para a saúde humana, a Epidemiologia vem contribuir para tornar evidente a relação entre ambiente e agravos à saúde. Oferece tanto a possibilidade de calcular riscos pela exposição a determinados poluentes ambientais como a implantação de programas de intervenção e mitigação de riscos; por exemplo, os sistemas de vigilância e o monitoramento ambiental.
Essa aplicação dos conceitos e teorias construídos no interior da disciplina às questões de saúde ambiental levantaram alguns desafios adicionais e específicos, tais como a complexidade das situações de risco.

Sobre esse tema, é correto o que se descreve na seguinte alternativa:

  • Quanto às variáveis de interesse relativas à população exposta, não é relevante considerar, entre outras, sexo, idade, susceptibilidade individual, grupos especiais, estado nutricional, raça, escolaridade, características socioeconômicas, ocupação, padrões de consumo, hábitos e doença prévia.
  • É importante observar que a simples troca de um radical da substância química pode alterar completamente o desenho de um estudo para avaliar exposição. Utilizando-se o mercúrio como exemplo, tem-se que o mercúrio metálico possui o seu monitoramento biológico realizado principalmente pela análise dos seus teores em amostras de urina, ao passo que, no caso do metilmercúrio, o tipo de amostra prioritária é o cabelo.
  • De forma mais sistemática, pode-se reconstruir as situações que envolvem as relações saúde-ambiente a partir dos elementos que as compõem, classificando-os em variáveis relacionadas com o poluente, ambiente, população exposta e infraestrutura do setor psicossocial.
  • O conhecimento gerado nas mais diversas áreas é indispensável, particularmente nos aspectos específicos relacionados com algumas variáveis epidemiológicas para avaliar risco, particularmente o relacionado aos agentes físico-biológicos que poluem os diversos compartimentos ambientais.
  • Em se tratando de poluentes, qualquer avaliação de risco deve levar em conta o melhor local para a coleta das amostras para análise, sendo irrelevante considerar a frequência de sua ocorrência, sua cinética ambiental, a persistência no ambiente, a capacidade de biotransformação e vias de penetração no organismo.
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