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#3673160

Paciente, 45 anos, admitido no pronto-socorro após relatar náuseas intensas, vômitos, dor epigástrica e visão turva (“visão de névoa”) nas últimas 12 horas, após ingesta de bebida alcoólica em um bar em São Paulo. Ao exame físico: PA: 110 × 70 mmHg; FC: 98 bpm.
Agitado, queixa de dor em epigastro, sem sinais de hepatomegalia ou icterícia.
Fundo de olho: pupilas midriáticas, sem reflexo fotomotor preservado.
Sem alterações focais neurológicas evidentes.
Exames laboratoriais:

Gasometria arterial: pH: 7,12; PaCO₂: 24 mmHg | HCO₃⁻: 8 mEq/L; Anion gap: elevado.
Etanol plasmático = 0,5 g/L (nível baixo).

Diante do aumento epidemiológico no Brasil, qual a abordagem terapêutica nesse caso?

  • O diagnóstico de intoxicação por metanol é confirmado apenas pela presença de etanol detectável na gasometria; o manejo inicial deve ser exclusivamente suporte clínico, sem antídotos.
  • Embora a intoxicação por metanol cause acidose metabólica com ânion gap e elevado risco de cegueira, o antídoto de escolha ainda é o etanol oral de alta dose, que compete com o metanol pela enzima álcool-desidrogenase.
  • O diagnóstico é clínico-laboratorial (acidose metabólica com ânion gap, baixa concentração de etanol, sintomas visuais), e a conduta inicial inclui administrar fomepizol (ou etanol IV se indisponível), conduzir hemodiálise urgente para remoção do metanol e suporte ácido-básico, além de correção de eletrólitos.
  • A hemodiálise não tem papel no tratamento; o principal tratamento é baixar a temperatura corporal e induzir hipóxia controlada para reduzir o consumo celular de oxigênio.
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