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#1952941
Texto da Questão:

Leia o texto para responder a questão:

Como as democracias adoecem
    Para saber como as democracias morrem há legistas mais capazes na autópsia. Mas, para diagnosticar como adoecem, melhor observar o mal-estar dos fatos polêmicos à luz da ousadia pessoal dos influentes que os cometem e da letargia cívica com que os influenciados reagem a eles. Lesões oportunistas são obra de ideologias diversas que enfraquecem uma nação e comprometem sua saúde democrática. 
    Neste artigo, olho um período cheio de egolatrias em que ficamos à mercê da marca do outro. Assim como a gula, apetite sem limite de quem se sente situado no topo da cadeia alimentar, a voracidade é mecanismo próprio do mau instinto de quem não tem predador natural.
     Se todos têm suas próprias razões no que fazem e estão tão mergulhados de interesse nelas, não se trata de liberdade de pensamento e é difícil imaginar reflexão de boa-fé. Existem ficções e existem fatos concretos. Embora pouco praticada entre nós, a psico-história da política costuma ser mais hábil para entender os venenos sutis que alimentam a ambição dos que são notícia.
    Anda, evidente, muito mal conduzida nossa democracia. Mas isso não significa que tenha morrido. Lembra mais a lenda brasileira de que ninguém presta e não vai dar em nada. Lenda que impulsiona o caráter arbitrário do tipo que manda ver. Um costume primitivo, institucional, cuja dimensão ainda não compreendemos inteiramente. É onde estacionou a curva da civilização brasileira e dali jamais passou. Ali onde o mundo em que são cometidos crimes e as aberrações legais ameaça ficar parecido com o mundo onde deveria ser possível corrigir suas consequências.
 (Paulo Delgado, “Como as democracias adoecem”.
https://opiniao.estadao.com.br. 12.02.2020. Adaptado)

Na frase que inicia o último parágrafo – Anda, evidente, muito mal conduzida nossa democracia. –, o termo destacado tem valor de

  • advérbio, empregado para justificar a situação deplorável em que se encontra a saúde da democracia brasileira, reiterando que “Para saber como as democracias morrem há legistas mais capazes na autópsia.” (1º parágrafo)
  • adjetivo, empregado para caracterizar a condição da democracia brasileira, reiterando que é “melhor observar o mal-estar dos fatos polêmicos à luz da ousadia pessoal dos influentes que os cometem...” (1º parágrafo)
  • advérbio, empregado para confirmar a ideia de má condução da democracia brasileira, reiterando que “Lesões oportunistas são obra de ideologias diversas que enfraquecem uma nação e comprometem sua saúde democrática.” (1º parágrafo)
  • adjetivo, empregado para descrever a ação dos sujeitos que matam a democracia, reiterando a ideia “da ousadia pessoal dos influentes que os cometem e da letargia cívica com que os influenciados reagem”. (1º parágrafo)
  • advérbio, empregado para opor-se à ideia de que a população ignora os efeitos nocivos que recaem sobre a democracia brasileira, reiterando a ideia “da letargia cívica com que os influenciados reagem a eles.” (1º parágrafo)
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