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#2316429

De acordo com Weisz (2002), quando uma criança entra na escola ainda não alfabetizada, tanto ela quanto o professor sabem que ela não sabe ler nem escrever. Ao propor que a criança se arrisque a escrever do jeito que imagina, o que o professor está propondo é uma atividade baseada na capacidade infantil de jogar, de fazer de conta. Segundo Weisz, em uma atividade desse tipo, entre outras ações, o professor deve

  • possibilitar que a criança escreva livremente. O professor não pode intervir, não deve corrigir e também precisa se satisfazer com o que o aluno faz do “seu jeito”; pois o conhecimento é construído espontaneamente pela criança.
  • organizar a situação de aprendizagem, oferecendo informação adequada. Deve observar a ação das crianças, acolher ou problematizar suas produções, intervindo sempre que achar que pode fazer a reflexão dos alunos sobre a escrita avançar.
  • garantir que as palavras ditadas para a criança escrever “do seu jeito” sejam palavras com sílabas simples e cujas famílias silábicas já tenham sido trabalhadas anteriormente, para que possa avaliar se os alunos memorizaram as sílabas.
  • permitir que a criança escreva “do seu jeito” diversas palavras, pois, nesse tipo de atividade, embora a criança não esteja aprendendo a pensar a respeito do modo de escrever o sistema alfabético, ao menos, ela está treinando a grafia das letras.
  • perceber que esse tipo de proposta é ineficiente, por isso não deve intervir ou incentivar esse tipo de atividade. O professor deve propor atividades de cópia, memorização das letras, leitura e uso exaustivo das famílias silábicas.
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