Uma adolescente alemã de quinze anos de idade, morta
no campo de concentração alemão de Bergen-Belsen, na
Baixa Saxônia, deu rosto ao holocausto – extermínio de aproximadamente seis milhões de judeus promovido pelo regime
nazista ao longo da Segunda Guerra Mundial, sob o comando de Adolf Hitler. Seu nome: Anne Frank. Ela foi assassinada em fevereiro de 1945. Se não tivesse caído nas mãos
de seus algozes, na quarta-feira passada [12.06.2019], estaria comemorando noventa anos. Anne tornou-se símbolo de
uma luta contra toda e qualquer tirania pelas três versões do
“Diário” que deixou, já traduzidas para sessenta idiomas com
mais de 40 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Para homenageá-la na data de seu aniversário, na última
semana a fundação que leva o seu nome e abriga vasto acervo sobre a sua vida lançou na Holanda o livro “Obra reunida”.
Trata-se, agora, não de depoimentos ou da narração do dia
a dia de Anne nos cruéis tempos de guerra mas, isso sim, da
compilação de textos que a mostram quando criança. Eles
têm extremo valor histórico.
(Antonio Carlos Prado, “Os inéditos de Anne Frank”.
IstoÉ, 19.06.2019. Adaptado)
Na organização das informações, de acordo com Koch e
Elias (2011), o trecho justaposto no final do texto – Eles
têm extremo valor histórico. – deve ser entendido como
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