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#1970343

Leia o caso de Nádia (6 anos de idade).


“Pesquisador: Agora vou pedir que você escreva um número bem alto.

Nádia: Muito alto?

Pesquisador: Sim.

Nádia: Vou escrever no máximo mil (Escreve 900).

Pesquisador: Que número é esse?

Nádia: Novecentos.

Pesquisador: E o mil como é?

Nádia: (Escreve 1000).

Pesquisador: Como você acha que seria o dois mil?

Nádia: (Escreve 2000).

Pesquisador: E quatro mil?

Nádia: (Escreve 4000).

Pesquisador: Nove mil?

Nádia: (Escreve 9000).

Pesquisador: Dez mil?

Nádia: (Escreve 10.000).

Pesquisador: Me diz... Mil e cem, como acha que é?

Nádia: (Muito surpresa) Mil e cem? Para mim esse número não existe.

Pesquisador: Não existe?

Nádia: (Pensa um longo tempo e logo escreve 1000100).

Pesquisador: E mil e quinhentos?

Nádia: (Escreve 1000500)”

(Delia Lerner; Patricia Sadovsky.

O sistema de numeração: um problema didático)


A partir da discussão feita por Delia Lerner e Patricia Sadovsky, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação correta do caso exemplificado.

  • As crianças manipulam em primeiro lugar a escrita dos “nós” e só depois elaboram a escrita dos números que se posicionam nos intervalos entre estes nós.
  • Nádia tem como hipótese de escrita dos números a multiplicação pela potência da base.
  • Conhecer o valor dos números é suficiente para as crianças entrarem em conflito e progredirem para uma escrita convencional, harmonizando a quantidade de algarismos.
  • Nádia tem dificuldade na escrita, mas já compreende o valor posicional dos números.
  • Na numeração escrita, e não na numeração falada, a justaposição de palavras supõe uma operação aritmética, operação que em alguns casos é uma soma e, em outros, uma multiplicação.
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