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#2302293
Texto da Questão:

Leia o texto de Antonio Prata, a seguir, para responder à questão.


      Nada me deixava mais tranquilo do que os sons da máquina de escrever vindos do quarto ao lado. Era meu pai, escritor, que trabalhava depois que todos haviam ido dormir. O batuque no teclado, o ronco grave do rolo girando com o papel e a sineta do carro tilintando ao ser devolvido à posição inicial – plim! – me garantiam a presença de um adulto, ali ao lado: se não ao alcance das mãos, ao menos dos ouvidos. O ritmo caótico, mas contínuo – como chuva no telhado –, era ainda melhor do que a música de ninar, cadenciada, pois sugeria que mesmo em meio à confusão poderia haver harmonia. Sob esse cafuné auditivo, o mundo desaparecia, sem violência, depois voltava a existir, quando eu menos esperasse, iluminado: plim!

Prata, Antonio. Nu, de botas p.15 – 1ª ed. – São Paulo: Companhia das Letras, 2013. (Excerto adaptado) 

A seguinte redação está em conformidade com a norma-padrão de uso e de colocação de pronome:

  • Para que se sentisse mais tranquilo, ficava atento aos sons da máquina de escrever.
  • Quando sentia-o por perto, tinha a garantia de que o mundo não desapareceria para sempre.
  • Acreditava, na infância, que tudo traria-lhe tranquilidade, desde que viesse de um adulto.
  • Os barulhos do teclado, do rolo e da sineta, escutava-lhes, do quarto ao lado.
  • Ninguém sugeria-o que os sons da máquina de escrever não fossem a harmonia produzida pelo pai.
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