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#2006385

Considerada a pior dos últimos 50 anos, a seca que atinge o Nordeste desde 2011 já provocou ao menos R$ 3,6 bilhões em perdas diretas nas lavouras da região. Para chegar ao balanço do rombo econômico da atual seca, o economista-chefe do IBGE, em Natal, Aldemir Freire, comparou valor e quantidade de dez culturas (feijão, castanha de caju, arroz, mandioca, milho, algodão, banana, cana-de-açúcar, café e soja) produzidas na região em 2011 e 2012. O prejuízo equivale, por exemplo, a quase metade do valor total da transposição do rio São Francisco, orçada em R$ 8,2 bilhões. Até o dia 10 de abril, pelo balanço mais recente, 1 367, municípios e 10,4 milhões de brasileiros sofriam os efeitos da estiagem.

(Nelson Barros Neto e Renata Moura. Pior seca em 50 anos fecha empregos e arruína lucros, Folha de S.Paulo, Caderno B, 05.05.2013, p. 08. Adaptado)

As secas periódicas do interior do Nordeste são aconteci mentos recorrentes na história do Brasil. O texto, que traz informações sobre a seca atual, faz uma descrição

  • da política regional, dominada pelos grandes proprietários, que controlam o poder por meio de fraudes eleitorais
  • dos incentivos econômicos, implementados pelo governo federal, que consistem no financiamento da atividade artesanal
  • de indicadores da produção econômica da região, voltada para o mercado, que mobiliza um volume significativo de recursos
  • do perímetro da economia agrícola, baseada na pequena propriedade, cuja produção visa o consumo imediato das famílias camponesas
  • da natureza da sociedade local, caracterizada pela desigualdade, que ostenta grande concentração de renda monetária
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