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#2416206

A crise que tem assolado a economia da Europa ganhou um ingrediente explosivo nesta semana. Todos os países do bloco estão de olho em uma ilha. A mais nova preocupação na Europa é Chipre. A pequena ilha no Mediterrâneo anunciou a mais radical das medidas até agora para enfrentar a crise econômica. Para receber um socorro de 10 bilhões de euros, cerca de R$ 26 bilhões, o governo anunciou a
cobrança de um imposto sobre todos os depósitos bancários. A proposta inicial é de uma taxa 9,9% para quem tiver mais de 100 mil euros, cerca de R$ 260 mil; e de 6,75%, para as contas menores.
(G1, 18.03.13)

A principal explicação para o aprofundamento da crise econômica no Chipre é

  • a incontrolável espiral inflacionária em que mergulhou o país desde o ano de 2008, quando teve início a crise econômica mundial, o que levou o governo cipriota a se decidir pelo fechamento dos bancos e pelo confisco das poupanças.
  • a quebra da Grécia, principal mercado consumidor dos produtos cipriotas, o que levou a economia do Chipre a entrar em recessão diante do recuo da produção industrial de bens de consumo duráveis e não duráveis.
  • a existência de um sistema bancário nacional pouco transparente, muito atraente para o capital estrangeiro devido ao seu regime fiscal favorável, associada à grande dependência do sistema financeiro cipriota em relação à dívida grega.
  • a diminuição drástica do turismo europeu na ilha, devido à crise que assola a Europa, o que atingiu duramente a sua principal atividade econômica e reduziu de forma significativa a riqueza em circulação no país.
  • a alta do desemprego da população jovem na Espanha, na Itália e em Portugal, pois a produção industrial cipriota sempre esteve relacionada ao consumo de produtos de alta tecnologia por estudantes universitários dos países do sul da Europa.
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