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#3415633

Em 2023, a Revista Brasileira de Psiquiatria publicou as “Diretrizes do Consórcio Brasileiro de Pesquisa em Transtornos do Espectro Obsessivo-Compulsivo”. Através de uma revisão sistemática, as diretrizes forneceram os tratamentos farmacológicos baseados em evidências e as orientações clínicas em relação ao tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) no adulto.
De acordo com tais diretrizes, levando-se em consideração o tratamento farmacológico do TOC no adulto e as devidas estratégias nos casos refratários, qual das alternativas abaixo podemos identificar como INCORRETA? 

  • O uso dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) em doses moderadas e altas durante um período de 8 a 12 semanas é apoiado por evidências científicas de alta qualidade e continua sendo o tratamento farmacológico de primeira linha.
  • Nos casos de pacientes que falharam no tratamento com ISRS em doses moderadas e altas, pode-se considerar o uso de doses superiores às recomendadas desses mesmos agentes ou potencializá-los através da associação com clomipramina.
  • Apesar da eficácia bem estabelecida da clomipramina, conforme demonstrado em múltiplos ensaios clínicos e metanálises, ela deve ser reservada para situações em que os ISRSs não estão disponíveis ou são ineficazes, devendo ser consideradas questões de tolerabilidade e segurança.
  • Uma alternativa eficaz aos pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento em monoterapia com ISRS ou clomipramina seria a associação de baixas doses de risperidona ou aripriprazol.
  • A potencialização de ISRS com lamotrigina, memantina e N-acetilcisteína foi comprovada em alguns estudos e pode ser considerada como uma estratégia eficaz, diferentemente dos estudos que mostraram ineficácia com amantadina, topiramato e gabapentina
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