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#3416839

Para Gastal e Moesch (2007), o turismo é compreendido como uma experiência do indivíduo, em seus deslocamentos, ao se defrontar com o novo e com o inesperado, de vivenciar “processos de mobilização subjetiva que o levariam a parar e a re-olhar, a repensar, a reavaliar, a ressignificar não só a situação, o ambiente, as práticas vivenciadas naquele momento e naquele lugar, mas muitas das suas experiências passadas.” A partir do olhar das autoras, “o estranhamento, nestes termos, não dependeria do tamanho da distância percorrida, mas da mobilização afetiva desencadeada”. Para elas, “isso pode se dar dentro do bairro ou da cidade em que se reside, quando o cidadão sai de suas rotinas temporais e espaciais ao visitar, por exemplo, um bairro diferente do seu” (2007, p.10).

GASTAL, S. A.; MOESCH, M. M. Turismo, políticas públicas e cidadania. São Paulo: Aleph, 2007.

Após a leitura acima, consideremos a situação proposta:

Patrícia é professora universitária e três vezes por semana se desloca de sua residência, em Olinda, para participar de atividades acadêmicas presenciais numa universidade em Caruaru.

Com base no texto e na situação proposta, conclui-se que:

  • Patrícia não é turista em Caruaru.
  • A atividade intelectual de Patrícia faz dela uma turista de negócios.
  • Turismo de negócios não pode ser considerado turismo.
  • Todo mundo que viaja faz turismo.
  • Quem viaja a trabalho nunca faz turismo.
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