Um dos grandes poemas épicos de Homero que
sobreviveram, "A Ilíada", desenrola-se ao longo de dois
meses no último ano da Guerra de Troia. Os gregos −
liderados por Agamenon e tendo Aquiles como seu maior
guerreiro − tentam capturar a poderosa cidade de Troia.
Os troianos − cujo líder era Heitor − resistem durante dez
anos.
Neste combate mortal escrito por Homero, que se tornou
um dos maiores clássicos da literatura mundial, há
também um elenco de coadjuvantes formado por deuses
e deusas que frequentam o campo de batalha para
influenciar os acontecimentos da guerra.
Enquanto os deuses discutem e os homens lutam, as
mulheres de Troia são limitadas a observar a guerra a
partir das muralhas da cidade e a esperar que os seus
maridos e filhos regressem para casa.
Cada geração interpreta "A Ilíada" de uma maneira
diferente. A obra acaba representando um espelho dos
tempos em que é lida, mas esse espelho também reflete
o período em que foi escrita.
Em um texto publicado pela BBC Culture, a tradutora
Emily Wilson − a primeira mulher a traduzir a "Odisseia"
de Homero para o inglês − explora as histórias das
deusas gregas envolvidas com a guerra, mas também
como os sentimentos de honra e reputação, tão
presentes no poema, falam sobre padrões de
masculinidade.
Para ela, a obra também aborda outros temas da
atualidade: as mudanças climáticas e como a natureza
reage à intervenção do homem.