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#3290517
Texto da Questão:

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Depressão e ansiedade: o que acontece quando se para de repente de tomar os remédios


Tão comum quanto usar remédios é parar de tomá-los de uma hora para a outra, dizem especialistas ouvidos pela BBC News Brasil. Muitas pessoas caem nesta cilada justamente porque os medicamentos fazem seu efeito rapidamente e a melhora cria a ilusão de que o problema está resolvido, segundo eles. Em outros casos, efeitos adversos do tratamento levam uma pessoa a interrompê-lo.


Quem resolve interromper o remédio sem consultar o médico, pode sofrer prejuízos imediatos e a longo prazo, afirmam os psiquiatras. Um único dia sem tomar remédios como os usados no tratamento de depressão e ansiedade altera sinais químicos do cérebro e provoca sintomas como enjoo, cansaço, tontura e sensação de "cabeça aérea". A intensidade destes sintomas depende do corpo de cada pessoa, que os sente de forma mais ou menos intensa.


Um estudo recente aponta que mais da metade (56%) das pessoas que tentam interromper o uso de antidepressivos têm sintomas adversos, e quase metade delas (46%) descrevem os efeitos colaterais como graves. É a chamada "síndrome da retirada", que pode ser causada pela interrupção do uso não só de antidepressivos e ansiolíticos, mas também de hipnóticos, antipsicóticos, estabilizadores de humor e estimulantes.


Estes sinais dados pelo corpo passam depois de alguns dias. Embora sejam desagradáveis, esses não são o maior risco de se interromper um tratamento abruptamente. "Há a possibilidade de que os sintomas originais retornem de forma intensa", explica Vanessa Favaro, diretora do Serviço de Ambulatórios do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP).


Elson Asevedo, psiquiatra e diretor técnico do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental da Universidade Federal de São Paulo (Caism/Unifesp), acrescenta outro efeito que ele costuma observar na prática. Pacientes que tiveram uma resposta boa inicialmente a um medicamento, respondem de forma mais lenta ou apresenta resistência ao retomar um tratamento que foi interrompido de repente.


Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqv7ly8nx2qo.
Adaptado.

Cerca de 10% da população mundial sofre com transtornos mentais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Na América Latina, o Brasil lidera entre os países com mais casos que relatam ansiedade e depressão, com quase 19 milhões de pessoas.

De acordo com o texto base:

  • Medicamentos como ansiolíticos, antidepressivos ou com funções similares, se privados de forma repentina, podem levar à chamada síndrome da retirada de acordo com estudos.
  • Segundo Asevedo, sinais desagradáveis causados pela síndrome da retirada não é o pior dos sintomas, mas sim, aqueles anteriores ao tratamento, voltando de maneira intensa.
  • Favaro comenta que, ao interromper o tratamento, alguns pacientes que responderam bem ao medicamento tiveram suas doses aumentadas por apresentar resistência ou resposta mais lenta aos remédios.
  • A expressão 'cabeça aérea' é causada por pessoas que sofrem de ansiedade ou depressão, tendo como sintomas tontura, enjoo e a intensidade, dependendo de cada um.
  • A BBC News diz que muitas pessoas têm ótima resposta ao tratamento com determinados medicamentos e sentem-se aptas a retirá-los, não havendo prejuízo algum nesta interrupção.
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