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#1871278

    Contradições, luzes e sombras, mas sobretudo potência, esperança e vida: é o amor, o sentimento que dá forma e alma ao mundo, e que ao longo dos séculos inspirou os pensamentos e as obras dos homens, desde a arte até os domínios da espiritualidade, da ciência e da poesia.
    Nem mesmo a filosofia – disciplina rainha do pensamento – conseguiu escapar ao fascínio arcano deste sentimento, quer ressaltando seu valor positivo e exclusivamente humano, quer lendo nele a expressão inefável da transcendência, ou também vendo-o como realidade ilusória ou como meta inalcançável.

SCHOEPFLIN, Maurizio (ed.). O amor segundo os filósofos. Bauru: EDUSC, 2004. (Fragmento do texto da orelha do livro).

O fragmento acima defende a tese de que, ao longo dos séculos, o amor inspirou pensamentos e obras de vários campos. No trecho, a expressão negritada “Nem mesmo a filosofia” funciona como um recurso persuasivo que introduz, em relação à força inspiradora do amor,

  • um argumento de igual força persuasiva que os demais: era igualmente esperado que o amor inspirasse igualmente pensamentos e obras dos campos da arte, da espiritualidade, da ciência, da poesia e da filosofia.
  • o argumento mais fraco: era bastante previsível que a filosofia, considerando sua natureza, não ficasse imune à inspiração do amor.
  • o argumento mais forte: nem a filosofia, disciplina rainha do pensamento, ficou imune à inspiração do amor.
  • um argumento equivalente ao argumento apresentado em relação à ciência: nem a filosofia, nem a ciência, disciplinas fundadas na racionalidade, ficaram imunes à inspiração do amor.
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