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#2034860

Paciente do sexo masculino, 38 anos, buscou unidade de pronto-atendimento pois iniciou uma hora antes com dor em região lombar esquerda, irradiada para flanco esquerdo e fossa ilíaca esquerda, de forte intensidade, associada a náuseas e um episódio de vômito sem produtos patológicos. Negava outros sintomas e antecedentes mórbidos. No exame, o paciente se apresentava lúcido e colaborativo, orientado no tempo e espaço, com fácies de dor, pressão arterial de 143/85 mmHg, frequência cardíaca de 99 bpm, frequência respiratória de 24/minuto, saturação de oxigênio de 99% em ar ambiente, temperatura axilar de 36,2 ºC, exame cardíaco, pulmonar e abdominal sem anormalidades e presença de punho-percussão lombar intensamente dolorosa à esquerda. Como conduta, o paciente foi medicado com antieméticos, analgésicos e antiespasmódicos e um exame parcial de urina foi solicitado. Após ser medicado, enquanto aguardava o resultado do exame de urina, o paciente relatou alívio completo de seus sintomas e solicitou liberação médica. O médico responsável explicou exaustivamente a necessidade de aguardar o exame de urina e o risco de retorno dos sintomas, mas o paciente foi irredutível e comunicou que iria se retirar do pronto-atendimento para comparecer a um compromisso previamente agendado. Com relação à situação descrita acima, assinale a alternativa correta.

  • Conforme o Código de Ética Médica, o médico responsável deve fornecer laudo ao paciente para a continuação de seu tratamento em outro serviço ou com outro médico, mesmo em caso de solicitação de alta por parte do paciente. Tal situação deve ser adequadamente registrada em prontuário ou ficha de atendimento.
  • O paciente não tem o direito de se retirar do serviço médico antes do término de seu atendimento ou da liberação médica, visto ter se comprometido com isso quando buscou o atendimento. Deve-se realizar um boletim de ocorrênciaon-lineou na delegacia de polícia civil para as devidas providências legais.
  • Apesar de estar lúcido, consciente e não apresentar risco iminente de morte, o paciente não tem autonomia para decidir quando pode ou não se retirar do pronto-atendimento, e a sua evasão sem liberação médica pode comprometer legalmente o médico. Dessa maneira, é recomendado o acionamento de equipe da polícia militar a fim de impedir a evasão do paciente.
  • Não há necessidade de registro em prontuário da situação, visto que o prontuário médico não tem valor legal, apenas ético-profissional. Apenas um boletim de ocorrência é o suficiente para tirar a responsabilidade do médico frente à evasão do paciente.
  • O médico responsável deve solicitar ajuda aos seguranças do pronto-atendimento para impedir a evasão do paciente e administrar-lhe um sedativo intramuscular a fim de controlar a agitação psicomotora dele.
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