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#2050460

Paciente do sexo feminino, 29 anos de idade, sem comorbidades prévias, procura atendimento por quadro, iniciado dois dias antes, de febre (até 39 o C) associada à dor em região lombar direita de forte intensidade, náuseas e seis episódios de vômitos. Ao exame físico, apresenta-se prostrada, pressão arterial de 104/61 mmHg, frequência cardíaca de 99bpm; frequência respiratória de 22 irpm e temperatura axilar de 38,1 o C; ausculta cardiopulmonar sem alterações, assim como o exame abdominal. Apresenta punho-percussão dolorosa positiva à direita. Frente à presença de náuseas e diversos episódios de vômitos, o médico responsável decide iniciar tratamento empírico para pielonefrite em regime hospitalar, prescrevendo ciprofloxacino 400 mg endovenoso de 12/12h. Dois dias após a admissão, a paciente continuava com episódio diário de febre, porém com pressão arterial de 75/45 mmHg e frequência cardíaca de 123 bpm. Nessa ocasião, ficou pronta a cultura de urina, cujo resultado está exposto abaixo: 


Com relação à avaliação e conduta do caso apresentado, assinale a alternativa correta. 

  • A resistênciain vitroà amoxicilina-clavulanato indica resistênciain vivoàs quinolonas, o que explica a evolução da paciente. Deve-se tomar medidas emergenciais para a estabilização hemodinâmica e administrar imediatamente uma dose de amicacina.
  • A ausência de sintomas urinários irritativos, como disúria e polaciúria, aponta para a necessidade de rever o diagnóstico de pielonefrite, visto ser improvável uma pielonefrite sem esses sintomas.
  • A resistênciain vitroà sulfametoxazol-trimetoprim prediz resistênciain vivoàs quinolonas. Deve-se administrar imediatamente uma dose de meropenem e tomar medidas emergenciais para estabilização hemodinâmica.
  • Apesar de cobertura antibiótica adequada, a paciente apresentou falha terapêutica e evoluiu com sepse. Deve-se tomar medidas emergenciais para estabilização hemodinâmica e realizar exame de imagem do trato urinário para avaliar a necessidade de desobstrução deste.
  • A explicação mais plausível para a evolução da paciente é desidratação secundária aos vômitos e baixa ingesta oral pelas náuseas. Deve-se otimizar o tratamento antiemético e estimular o consumo hídrico.
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