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Maria, 28 anos, assistente em administração, procura ajuda médica devido a dificuldades persistentes em suas interações sociais e no ambiente de trabalho. Ela relata sentir-se frequentemente isolada e incompreendida por seus colegas. Nas primeiras sessões, relatou que quando estava em um ambiente onde havia muitas pessoas conversando juntas e fazendo muito barulho, se sentia desorganizada e não conseguia focar no que estavam falando para interagir. Em casos mais extremos, sente dores de cabeça e náuseas. Quando se esforçava para permanecer no ambiente, se distanciava ou ficava o tempo todo sentada, sem esboçar reações e sem conseguir processar o que estava acontecendo no ambiente. Essas estratégias para se proteger desses desconfortos eram bastante aplicáveis e aceitáveis para ela na sua adolescência, porém com o tempo ela foi se sentindo incomodada por não conseguir se inserir com facilidade nas situações sociais. Ela prefere rotinas rígidas e sente-se extremamente desconfortável com mudanças inesperadas. Uma rotina com tarefas que são cumpridas em uma ordem fixa, desde a hora que acorda, também foi relatado ao médico. Está incluído nesses hábitos alguns horários determinados para ela assistir filmes e séries, um em cada horário do dia. Ela fica irritada quando não consegue. No trabalho, Maria é detalhista e precisa, mas tem dificuldades em colaborar em projetos de equipe. Seu histórico médico revela que ela não possui doenças crônicas significativas, e atualmente faz uso de fluoxetina por dificuldades no sono, mas nunca foi formalmente diagnosticada com qualquer transtorno. Maria busca entender se há uma explicação para suas dificuldades sociais e comportamentais.
Com base no caso clínico apresentado, quais critérios do DSM-5 para o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos Maria parece preencher, e quais informações adicionais seriam essenciais para confirmar o diagnóstico?

  • Maria apresenta apenas déficits persistentes na comunicação social. Para confirmar o diagnóstico, é necessário verificar se os sintomas se manifestaram no início da infância e estão presentes em múltiplos contextos.
  • Maria apresenta déficits persistentes na comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamentos. Para confirmar o diagnóstico, é necessário verificar se os sintomas se manifestaram no início da infância e se há prejuízo significativo no funcionamento social e ocupacional.
  • Maria apresenta déficits persistentes na comunicação social e padrões restritos e repetitivos de comportamentos. Para confirmar o diagnóstico, é necessário verificar se os sintomas se manifestaram ao final da infância e se há prejuízo significativo no funcionamento social e ocupacional.
  • Maria apresenta apenas padrões restritos e repetitivos de comportamentos. Para confirmar o diagnóstico, é necessário verificar se os sintomas se manifestaram no início da infância e estão presentes em múltiplos contextos.
  • Maria apresenta apenas déficit na comunicação social e não consegue adaptar a linguagem conforme as necessidades do ouvinte ou da situação e seguir as regras para conversar e contar histórias. Para confirmar o diagnóstico é necessário que os déficits não sejam melhor explicados por baixas capacidades nos domínios da linguagem estrutural ou capacidade cognitiva.
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