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#2215309
Texto da Questão:

Leia o texto a seguir para responder a questão.

Teoria Geral do Quase
Carlos Heitor Cony

  o terminar meu nono romance (Pilatos), há mais de vinte anos, prometi a mim mesmo que, acontecesse o que acontecesse, aquele seria o último. Nada mais teria a dizer – se é que cheguei a dizer alguma coisa.
    Daí a repugnância em considerar este Quase memória como romance. Falta-lhe, entre outras coisas, a linguagem. Ela oscila, desgovernada, entre a crônica, a reportagem e, até mesmo, a ficção.  
   Prefiro classificá-lo como “quase-romance” – que de fato o é. Além da linguagem, os personagens reais e irreais se misturam, improvavelmente, e, para piorar, alguns deles com os próprios nomes do registro civil. Uns e outros são fictícios. Repetindo o anti-herói da história, não existem coincidências, logo, as semelhanças, por serem coincidências, também não existem.
   No quase-quase de um quase-romance de uma quase-memória, adoto um dos lemas do personagem central deste livro, embora às avessas: amanhã não farei mais essas coisas.

C.H.C

Referência: CONY, Carlos Heitor. Quase memória: quase-romance. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

Considerando as informações que constam do Prólogo do livro Quase memória: quase-romance, é INCOERENTE afirmar que  

  • ao escrever o prólogo, C.H.C. adota o contrário do lema de um personagem.
  • o autor não tem certeza de que tenha conseguido dizer coisas relevantes em sua obra.
  • no livro há personagens reais com seus verdadeiros nomes.
  • a crônica, a reportagem e a ficção são tipos de romances literários.
  • a linguagem é primordial para definir que uma obra seja um romance.
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