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#3589324

Pedro Ludovico Teixeira viu-se num beco sem saída. Em nível nacional, a Constituição de 1934 restaurava a união da Igreja com o Estado, dando início à neocristandade. Em Goiás, os coronéis e as oligarquias em geral eram todas católicas, deles dependiam para a manutenção do seu poder. Não teve, assim, outra alternativa que não ceder às pretensões da Igreja. VAZ. Ronaldo Ferreira. Da separação Igreja-Estado em Goiás à nova cristandade. (1891-1955). Dissertação (mestrado em História). Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 1997, p. 266.
Sobre a construção de Goiânia e a transferência da capital de Goiás no contexto das relações entre Igreja e Estado, verificase que

  • o fato de Dom Emanuel, então bispo de Goiás, presidir a comissão que escolheria o lugar onde Goiânia seria construída prova ter havido uma união incondicional entre a Igreja Católica e o governo de Pedro Ludovico Teixeira.
  • a escolha da região de Campinas para se construir a nova capital, apesar da forte presença da Igreja Católica ali, se deu à contragosto do bispo Dom Emanuel, que, como presidente da comissão, escolhera Bonfim, atual Silvânia.
  • para Pedro Ludovico, a mudança da capital goiana era uma das alternativas que permitiria a ligação de Goiás ao sul do Brasil, impulsionando a ocupação do estado, especialmente na sua porção norte, nas proximidades do Pará.
  • as tensões entre o bispo Dom Emanuel e Pedro Ludovico Teixeira reduziram o espaço que a Igreja Católica teve no governo goiano nas décadas de 1930 e 1940.
  • a escolha do local da nova Capital deveu-se às condições geográficas favoráveis, como o relevo plano e a presença abundante de água, sendo escolhida as proximidades do córrego Anicuns para o lançamento da sua pedra fundamental.
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