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#3712788

Ao elaborar uma ideia em torno dos conceitos de nação, identidade, modernidade e tradição, o historiador brasileiro, Jean Carlos Moreno, escreveu as seguintes palavras no ensaio: Revisitando o conceito de identidade nacional, publicado no livro: Identidades brasileiras — composições e recomposições, organizado por Cristina Carneiro Rodrigues, Tania Regina de Luca e Valéria Guimarães: “já se tornou comum (mas continua ainda útil), ao se falar de modernidade, evocar as palavras de Marx e Engels. É o permanente revolucionar da produção, o abalar ininterrupto de todas as condições sociais, a incerteza e o movimento eternos [...] Todas as relações fixas e congeladas, com seu cortejo de vetustas representações e concepções, são dissolvidas, todas as relações recém-formadas envelhecem antes de poderem ossificar-se. Tudo que é sólido se desmancha no ar (Marx; Engels, 1982, p.67)".

Considera-se a modernidade, como categoria histórica e conceitual, podendo esta ser compreendida a partir da aceleração das mudanças materiais e simbólicas, tensionando valores tradicionais e remodelando a vida social. O trecho do Manifesto do Partido Comunista (1848), de Marx e Engels, sintetiza essa condição ao afirmar que “tudo que é sólido se desmancha no ar”.
A partir dessa referência e da sua compreensão acerca dos discursos em torno dos conceitos de modernidade, nação e transformações estruturais e das ideias em torno da obra de Karl Marx e Friedrich Engels, ao considerar as correlações entre esses conceitos, marque a alternativa correta:

  • A modernidade consolida identidades nacionais a partir da reafirmação das tradições religiosas medievais, tornando a nação um espaço de continuidade e estabilidade simbólica.
  • O discurso moderno de nação emerge como reação direta ao declínio do capitalismo industrial, propondo o retorno à vida agrária como fundamento da coesão nacional.
  • A modernidade descrita por Marx e Engels indica a dissolução de estruturas sociais fixas, mas os discursos de nação surgem em oposição a esse movimento, defendendo fronteiras culturais imutáveis e sociedades estáticas.
  • As transformações modernas, como industrialização e urbanização, reforçam o enraizamento das culturas tradicionais, ampliando a autoridade das monarquias teocráticas na formulação do Estado-nação.
  • A modernidade abala as estruturas sociais fixas, produz desenraizamento de valores tradicionais e coincide com a emergência de discursos de nação em um contexto de intensas transformações materiais e lutas por democracia constitucional.
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