Fitoterápico nano-tech com insumo da Amazônia pode frear
avanço do Alzheimer
Mais de 1 milhão de brasileiros convivem com o Alzheimer. A
doença custa R$ 96 bilhões por ano ao país e destrói memórias,
histórias e lares. Mas uma nova fórmula com DNA da Amazônia
pode mudar isso
O Brasil está prestes a escrever um novo capítulo no
enfrentamento global da Doença de Alzheimer. Em quase 20
anos acompanhando a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação
brasileira, este é um dos projetos mais bonitos e ambiciosos
que pude acompanhar de perto como executivo de um grupo
consultivo de Apoio à Inovação, não à toa o pesquisador líder
desta iniciativa, Eduardo Caritá, foi agraciado em Ago/24 com
o Prêmio GTIS de Profissional de P&D daquele ano, quando a
pesquisa ainda se encontrava em estágio muito mais embrionário.
Pois bem. A pesquisa que originou o prêmio acima propõe uma
combinação inédita de dois compostos bioativos — marapuama,
nativa da Amazônia, e curcumina, extraída da cúrcuma. Com
ambos foi desenvolvido um pré-mix nanotecnológico de liberação
dirigida com aplicação nutracêutica, validado em estudos pré clínicos com entregas cerebrais comprovadas.
Em outras palavras, pesquisadores brasileiros conseguiram
criar uma fórmula à base de plantas que, ao ser engolida como
suplemento, chega com precisão ao cérebro — algo raro e
extremamente inovador.
O projeto, apoiado pela FAPESP na Fase 1 do PIPE (Processo
2023/09731-0), concluiu com sucesso a validação in vitro e in
vivo da formulação, utilizando tecnologia de nanoencapsulação
para atravessar a barreira hematoencefálica (BHE) e alcançar o
parênquima cerebral.
Isso significa que os testes foram feitos tanto em laboratório
quanto em animais, comprovando que as substâncias
encapsuladas em partículas minúsculas conseguiram atravessar
a "muralha protetora" do cérebro — algo que medicamentos
comuns nem sempre conseguem.
Os resultados foram reconhecidos e aprovados pela FAPESP
em relatório técnico, abrindo caminho para ensaios clínicos e
eventual incorporação ao SUS.
A curcumina é um polifenol natural da cúrcuma (Curcuma
longa), com ações antioxidantes, anti-inflamatórias e
neuroprotetoras, e inibe a formação de placas-amiloides —
estruturas ligadas ao Alzheimer.
Traduzindo: a cúrcuma, famosa como tempero e anti-inflamatório natural, tem componentes que protegem os neurônios
e evitam o acúmulo de substâncias tóxicas no cérebro, que são
comuns em quem tem Alzheimer.
A marapuama (Ptychopetalum olacoides), árvore amazônica,
contém diterpenos clerodanos, que estimulam a produção
de fatores neurotróficos como BDNF e GNF, promovendo a
neurogênese. A marapuama, usada há séculos por povos
indígenas como tônico cerebral, estimula o nascimento de novos
neurônios e melhora a comunicação entre eles — ou seja, ajuda
a manter o cérebro jovem e ativo.
O autor afirma que “O Brasil está prestes a escrever um novo
capítulo no enfrentamento global da Doença de Alzheimer” (1º
parágrafo). O emprego dessa metáfora tem a função de:
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