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#3277805

Leia o trecho a seguir.
“(...) Em 1876, em Macaé, o fazendeiro Manoel Cruz Senna reclamava que seus escravos estavam refugiados no interior da sua fazenda. As escapadas tinham começado havia cerca de cinco anos, tendo, pouco a pouco, envolvido a maior parte dos escravos até formarem um quilombo. Havia pelo menos 39 escravos seus aquilombados na fazenda Santo Antônio, localizada na freguesia de Macabu.”

(GOMES, Flavio, DOMINGUES, Petrônio(orgs). Políticas da Raça – Experiências e Legados da Abolição e da Pós emancipação no Brasil. São Paulo. Selo Negro, 2014. p: 86.)

O texto aborda uma das formas de resistência à escravização, com a formação de quilombos, e destacando o protagonismo dos africanos escravizados contra o sistema escravista, que entrou em colapso entre as décadas de 1870 e 1880. Acerca do processo de abolição do trabalho escravo no Brasil, pode-se concluir que:

  • o norte fluminense vivia um período econômico de grave crise, pois a produção cafeeira predominante na região sofria a concorrência da produção crescente do Oeste paulista, facilitando na resistência dos escravizados
  • a formação de quilombos na região do norte fluminense, fruto da chegada da grande quantidade da mão de obra branca imigrante, possibilitou aos fazendeiros da região uma alternativa de braços mais baratos e produtivos
  • os quilombos, as fugas constantes, as comunidades de senzalas, entre outras formas de resistência na região, contaram com o apoio de muitos jornalistas e fazendeiros abolicionistas, predominantes na região à época
  • os quilombos se inserem como uma das formas de resistência dos africanos escravizados, seja na região do norte fluminense, seja em inúmeras outras áreas do Brasil, destacando sua capacidade de organização e luta
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