A produção intelectual iniciada nos anos 1970
sobre os movimentos sociais urbanos interpreta seus
objetos de estudo como elementos inovadores
dotados de um profundo potencial transformador da
sociedade contemporânea. De acordo com o balanço
feito por Ruth Cardoso (2008), a bibliografia dedicada
ao contexto da América Latina localiza a função
política dessas manifestações populares na crítica ao
Estado autoritário – o que é problematizado pela
autora, pois não considera as características
específicas do Estado em questão e sua relação com
a sociedade civil. Para Cardoso, o que deve ser
evidenciado na compreensão do fenômeno enquanto
novo instrumento de transformação é a sua:
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