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#1674275

Considere o poema abaixo para responder à questão.
“Mais que todos deserdamos deste nosso oblíquo modo um menino inda não nado (e melhor não fora nado) que de nada lhe daremos sua parte de nonada e que nada, porém nada o há de ter desenganado.”
(Carlos Drummond de Andrade, “Os bens e o sangue”, em CLARO ENIGMA, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1992, p. 230)
Sobre o emprego do vocábulo “nado” na estrofe acima é correto afirmar que

  • corresponde a uma forma do particípio passado do verbo “nascer” mais próxima da expressão oral, o que é ratificado pelo vocábulo “nonada”, também muito utilizado na língua falada.
  • corresponde a um substantivo originado de uma derivação imprópria e que, no contexto da estrofe, gera uma intencional ambiguidade remetendo tanto ao passado quanto ao presente.
  • constitui uma variante menos usual do particípio passado do verbo “nascer” e poderia ser substituída por “nascido” ou “nato”, sem que houvesse alteração de sentido em suas duas ocorrências.
  • desempenha funções morfológicas diferentes nas duas ocasiões em que foi empregado, devendo ser entendido como particípio passado do verbo “nascer” e como substantivo, respectivamente.
  • ilustra um jogo lúdico de palavras às quais soma-se o substantivo “nonada”, produzindo um efeito de non sense e distanciando-se de qualquer sentido implícito ou explícito.
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