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#2256329
Texto da Questão:

Atenção: Para responder à questão, considere o caso hipotético abaixo.

    Mariana nasceu de um parto complicado, mas o médico garantiu que estava tudo bem com ela. Com três meses de vida, a mãe de Mariana achava que algo estava errado porque seu desenvolvimento estava muito diferente de seu filho mais velho. Ao questionar o médico, ouviu que ela era muito ansiosa e não respeitava o tempo próprio da filha. Aos nove meses, quando a filha não firmara ainda a cabeça, não engatinhava e tinha sérias dificuldades de alimentação, o médico admitiu que Mariana tinha um problema neurológico e que seu prognóstico era muito ruim. 

A revelação da existência de uma encefalopatia crônica não progressiva levou a uma desestruturação momentânea da família de Mariana, porque os pais não sabiam o significado da doença nem o que fazer. A conduta mais adequada inicialmente é

  • eleger um membro da família que possa ser o intermediário entre os profissionais e a família e orientá-lo sobre todas as implicações sensoriais, perceptivas, cognitivas, de comunicação, comportamentais e musculoesqueléticas secundárias. Evita-se que seja a mãe para que ela não deprima com as informações recebidas e possa manter um vínculo saudável com a criança.
  • esclarecer que se trata de uma patologia com prejuízos predominantemente motores, de modo permanente, mas com melhoras a partir de tratamentos de diversas especialidades que devem ser iniciados o mais rápido possível para que ela possa se aproximar o quanto antes da normalidade.
  • orientar na busca de profissionais que possam fazer diversas avaliações necessárias ao correto prognóstico da criança, tais como: neurologista, fisiatra, ortopedista, pediatra, fisioterapeuta e fonoaudiólogo.
  • orientar sobre serviços de saúde que podem ser acionados para a elaboração de um plano terapêutico singular a ser desenvolvido a curto, médio e longo prazo, já que se trata de uma patologia com danos permanentes e que vai precisar de um trabalho longitudinal.
  • acolher as dúvidas e angústias dessa família, ajudando-a a viver o luto da criança ideal e a aceitação do filho real, que terá dificuldades motoras mas também capacidade de adaptação às situações cotidianas podendo viver a infância como todas as crianças.
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