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#3540117

Paciente do sexo feminino, 26 anos de idade, busca atendimento médico na Unidade Básica de Saúde e relata que, há mais de 6 meses, vem sentindo dor na parede abdominal anterior abaixo da cicatriz umbilical. Refere também dispareunia, disquezia e dismenorreia. Nega sangramentos irregulares durante o ciclo ou após as relações sexuais. Ao ser questionada, conta que, desde os 20 anos, apresentou sensibilidade dolorosa na parede pélvica, mas que nunca procurou atendimento por vergonha e questões pessoais. Em relação ao caso descrito acima, assinalar a alternativa CORRETA. 

  • O caso trata-se de doença inflamatória pélvica (DIP), mesmo a paciente não apresentando como sintoma sangramentos irregulares durante o ciclo e após as relações sexuais, que é considerado o sintoma mais sensível para DIP.
  • Por se tratar de um caso de dor pélvica crônica, ao passo em que não se identificam áreas dolorosas ou a presença de massas na investigação, pode-se excluir uma patologia intra-abdominal como causa.
  • Entre as doenças ginecológicas mais frequentemente associadas à dor pélvica crônica estão a endometriose, a adenomiose, as aderências e a miomatose.
  • Por se tratar de uma doença sexualmente transmissível, a solicitação de sorologias é feita rotineiramente em mulheres com DIP. Homens que tiveram contato sexual, nos últimos 60 dias, com mulheres com diagnóstico de DIP não necessitam de avaliação, testagem e tratamento.
  • Ao ter como hipótese diagnóstica uma provável doença pélvica crônica de causa ginecológica, o uso terapêutico com medicações hormonais não tem a capacidade de auxiliar no diagnóstico, uma vez que essas patologias não apresentam modificações do perfil doloroso com o uso de medicamentos hormonais.
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