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#3650683
Texto da Questão:

    Na manhã de 1º de novembro de 1755, um terremoto com epicentro a cerca de 290 km da costa portuguesa atingiu Lisboa, a quarta maior cidade europeia, durante as celebrações do feriado cristão do Dia de Todos os Santos. Os efeitos e reverberações da catástrofe, amplamente divulgada e exaustivamente interpretada, abalaram a consciência europeia e se fizeram sentir muito além dos limites espaciais e temporais do desastre. O que parecia sólido desmanchou-se no ar.

    Após o primeiro abalo, às 9h30 da manhã de um domingo de sol, dois grandes choques sucederam-se em rápido intervalo e foram seguidos, cerca de meia-hora mais tarde, por um tsunami com ondas de até 12 metros que adentraram a foz do rio Tejo e cobriram o centro da capital. Atiçada pelo grande número de velas e candelabros acesos nas casas e igrejas, uma tempestade de fogo alastrou-se pela cidade; o incêndio durou seis dias e reduziu a cinzas o pouco que ainda restara, além de produzir uma nuvem de fumaça que bloqueou a luz solar.

    A tragédia de Lisboa foi o mais aterrador desastre natural pontual da Europa desde a erupção do Vesúvio em 79 d.C. “O demônio do terror”, declarou Goethe, “talvez nunca antes tivesse se espalhado pelo mundo com tal força e velocidade”. Mas o que tornou o terremoto de 1755 a primeira catástrofe natural moderna não foi apenas sua inusitada magnitude. Foram seus impactos e reverberações na história das ideias e nas políticas públicas. As controvérsias em torno da interpretação e do real sentido — o porquê e o para que — da tragédia, de um lado, e as respostas práticas por ela demandadas, de outro, produziram profundos abalos no pensamento religioso, filosófico e científico europeu e inauguraram uma nova época no modo como passamos a perceber e lidar com situações catastróficas.

    Geralmente, eventos catastróficos pontuam a trajetória humana desde os tempos imemoriais: a família de legendas em torno do dilúvio primordial que demarca as grandes eras da existência e inaugura um novo tempo — narrativa comum às mais diversas tradições culturais e religiões do oriente e ocidente — atesta a ubiquidade do tema desde a mais remota ancestralidade.



Fonte: Revista Brasileira. Adaptado.

Sobre os aspectos gerais e específicos do texto, assinalar a alternativa CORRETA.

  • Com a magnitude do grande sismo de Lisboa, é evidente que houve incêndios de grandes proporções, que arrasaram a cidade, sendo causados, precipuamente, pelo próprio fenômeno.
  • Devido à ocorrência do sinistro em um dia de feriado cristão, surgiram rumores de que a catástrofe fora uma intervenção divina, dadas as situações sociais da época.
  • A comparação do fenômeno ocorrido em 1755 com a erupção do Vesúvio em 79 d.C. permite-nos deduzir que tal fato gerou especulações de cunho político-econômico, além de uma profunda análise social.
  • A ocorrência de tragédias naturais, tais como o terremoto de 1755, a erupção do Vesúvio e o Dilúvio bíblico, é fulcral na história da humanidade, sendo necessária para o desenvolvimento de povos e nações, bem como para a permanência da tradição cultural.
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