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#2243038

A crise da Geografia Tradicional e o movimento de renovação a ela associado começam a se manifestar já em meados da década de cinquenta e se desenvolvem aceleradamente nos anos posteriores. A década de sessenta encontra as incertezas e os questionamentos difundidos por vários pontos. A partir de 1970, a Geografia Tradicional está definitivamente enterrada; suas manifestações, dessa data em diante, vão soar como sobrevivências, resquícios de um passado já superado. Instala-se, de forma sólida, um tempo de críticas e de propostas no âmbito dessa disciplina. Os geógrafos vão abrir-se para novas discussões e buscar caminhos metodológicos até então não trilhados[...]. Esta crise é benéfica, pois introduz um pensamento crítico, frente ao passado dessa disciplina e seus horizontes futuros. Introduz a possibilidade do novo, de uma Geografia mais generosa. MORAES, A. C. R. Geografia: pequena história crítica. 19. ed. São Paulo: Annablume, 2003. (Adaptado)
A crise na Geografia Tradicional, tratada no texto, deu-se

  • a partir da necessidade de uma Geografia que fosse capaz de fazer a leitura do mundo com as novas questões em voga, como o capitalismo monopolista, a urbanização acelerada, a evolução tecnológica na cidade e no campo e a globalização.
  • pela sua falta de unicidade, que significou um modelo incapaz de abranger dualidades que permearam toda a produção geográfica: Geografia Física e Geografia Humana, Geografia Geral e Geografia Regional, Geografia Sintética e Geografia Tópica.
  • a partir do seu desalinhamento em relação ao Positivismo Clássico e a consequente perda de seu suporte filosófico, que significou seu esvaziamento epistemológico, pautando-se em aspectos puramente técnicos, sem sustentação teórica.
  • em função das novas exigências dos Estados nacionais no planejamento territorial, com a proposta de ação deliberada na organização do espaço, exigindo das ciências (especialmente da Geografia) uma abordagem mais humanista e tecnicamente eficaz.
  • por conta de suas propostas metodológicas obsoletas, pautadas em abordagens quantitativas universalizantes, e com uso de linguagem simples, beirando o coloquial, a qual não acompanhava a evolução geral das ciências a partir do pós-Segunda Guerra.
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